Notícia
Pesquisador cubano afirma ser possível controlar biologicamente o ácaro do coqueiro
Publicado em 15/07/2012 por SBF.
Abandonar os métodos químicos de extermínio do ácaro da necrose do coqueiro e controlá-los biologicamente é possível. As palestras tinham como temas a aplicação de defensivos agrícolas em cítricos e o controle biológico do ácaro em coqueiros. Segundo Cabrera, o problema do ácaro da necrose do coqueiro é grave em Cuba e afeta cerca de 40% da produção de coco no país. Ele salienta que os problemas de Cuba e Brasil são muito parecidos, pois muitas das pragas mais danosas são comuns aos dois países.
O pesquisador cubano abordou a importância dos estudos dos temas que visam reduzir as pragas que afetam os cítricos e coqueiros. "Uma boa forma de controle é o biológico. Os pesticidas químicos são muitos prejudiciais às pessoas e ao meio-ambiente. Portanto, é necessário fazer um trabalho de conscientização sobre o assunto”, disse ele.
No controle biológico, a praga é atacada por um microorganismo que, nesse caso, trata-se de fungo Hirsutella que se alimenta da parte interna do corpo do ácaro matando-os e reduzindo sua quantidade no espaço de dois a quatro dias. “A eliminação definitiva da praga é muito difícil, mas a redução obtida é significativa e vem sendo realizada de forma economicamente, socialmente e ecologicamente correta”, afirma.
O pesquisador Reinaldo Cabrera, que veio ao Brasil por intermédio de convênio com o governo cubano, financiado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Itamaraty, destaca também as principais diferenças entre os estudos nos dois países. “Tenho visto que em Cuba os estudos são realizados de forma a evitar as aplicações de pesticidas químicos que são menos usados em Cuba que no Brasil. Em Cuba é feito por necessidade econômica e de preservação dos ecossistemas e da saúde pública”, complementa.
Reinaldo Cabrera ressaltou ainda a importância do intercambio de experiências que permite aos pesquisadores brasileiros aprenderem com os pesquisadores cubanos e os cubanos com os brasileiros. “Isso permite aprimorar o conhecimento dos dois países nessa problemática. Muitos que vieram para a palestra hoje viram novas formas de trabalho, de como são realizadas as pesquisas em Cuba”, disse.
Ele também frisou a troca de experiência com os pesquisadores da Embrapa. “Eu tenho aprendido muito com a pesquisadora Dulce Warwick e com outros pesquisadores. Vamos trabalhar no futuro para melhorar as experiências de trabalho em Cuba e no Brasil”.
Sobre a vinda de Reinaldo Cabrera, a pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros Dulce Warwick disse que o pesquisador Reinaldo Cabrera é um dos mais renomados cientistas cubanos. "Há muitos anos tentávamos fazer com que ele viesse ao Brasil e finalmente estamos compartilhando conhecimento valiosos, já que nossos problemas e pragas são semelhantes. Dessa forma, a experiência dele de 40 anos vem se somar à nossa”, disse Dulce.
Edição: Ivan Marinovic Brscan
Colaboração: Pedro Rocha
Fonte: Embrapa Tabuleiros Costeiros



















